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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012









Que Futuro para o Badminton ...
Eles falam falam e não dizem nada.
È a realidade actual em que se encontra a nossa modalidade, muito “fumo e nada de fogo”, muita gente que se protagoniza mas soluções, nada, trabalham para o bronze …
Somos poucos mas mesmo de mãos amarradas, somos nós (alguns) dirigentes e treinadores que vamos levando a água ao moinho e no final nem um obrigado da parte de quem manda .
A vida para ser conseguida com alguma folga, obriga a que os pais estejam fora de casa durante todo o dia e apenas a juntarem-se á noite com os filhos, estes como não têm o controlo durante o dia, preferem ficar em casa junto ao computador, não fazendo esforço físico e tendo tudo á mão. Poderíamos descrever até várias situações do porquê dos nossos jovens não praticarem ou evitarem praticar desporto, mas de certeza que estávamos a tentar arranjar desculpas.
Como já tive oportunidade de comentar noutro artigo, a falta de diálogo está a enterrar cada vez mais o Badminton, os dirigentes estão cansados de trabalhar sem receberem nada em troca e em muitos Clubes, são os pais que pagam os equipamentos, os volantes, as deslocações, etc., as criticas destrutivas por parte de colegas de modalidade são visíveis, a desconfiança paira no ar, que mais poderá acontecer se cada vez mais nos afastamos uns dos outros. Que futuro estamos a preparar para esta modalidade, a que tanto nos dedicamos, sempre a correr para os torneios, preocupados com as inscrições, na preparação dos jovens atletas, acções de formação e para quê? Será que vale a pena este trabalho todo quando aqueles que mandam estão-se a “marimbar” para o que fazemos.
Com os elevados custos que nos depara a cada dia que passa, vemos os clubes a privarem-se de algumas deslocações mais dispendiosas provocando uma menor competitividade aos torneios, que mais cedo ou mais tarde vão ter que desaparecer.
Para que isso não aconteça, deveríamos estudar bem esta possibilidade de alterarmos as zonas geográficas, para ser possível criar novas competições Zonais e depois sim, partir para uma ou duas provas Nacionais evitando-se, deslocações constantes para o CAR.
Aos colunistas apelo a que se manifestem sobre este artigo e exponham as vossas ideias para que todos juntos consigamos algo mais para ao Badminton.



sexta-feira, 20 de janeiro de 2012








Ignorância Jornalística
Como é do conhecimento, os jornais desportivos menosprezam as valiosas prestações mundiais, dos atletas de Badminton, Pedro Martins, de 21 anos e de Telma Santos de 28, respectivamente, 68º e 67ª no Ranking Mundial e ambos na corrida, para os Jogos Olímpicos de Londres. No entanto glorificam o tenista Frederico Gil, de 26 anos, 107º, mas sem possibilidades de qualificação olímpica.
No Jornal “Record” de 20 de Janeiro, em 36 páginas, apenas 6 são dedicadas, a outras modalidades, que não são futebol, o que é ‘incrível, num país com três jornais desportivos diários, que dão mais valor, a um treino condicionado ou um dente partido de um jogador de futebol ,,, a valiosas participações de atletas de modalidades amadoras, a nível europeu ou mundial.
Num país com apenas 5% da sua população a praticar desporto, com regularidade, o medíocre jornalismo português, podia e deveria dar uma ajuda bem preciosa, mas só possível quando os jornalistas conseguirem, uma melhor cultura desportiva.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Terapeuta! Qual a diferença entre tendão e músculo?
Por: Fisioterapeuta Miguel Estevão

Muitas dúvidas surgem sobre este tema. Musculo e tendão são a mesma coisa? São coisas completamente distintas? Ainda há quem junte a estes dois, um terceiro conceito: ligamento. Aí sim a confusão adensa-se.
Os músculos são responsáveis pelos movimentos que o nosso corpo produz no dia-a-dia. Lavar a cara pela manhã, mastigar e até mesmo focar e acompanhar as letras deste texto que lê.
Constituídos por tecido muscular a sua principal característica é a contractibilidade. Esta característica possibilita ao músculo diminuir o seu comprimento, aproximando assim dois pontos distintos. Vamos tomar como exemplo a flexão da articulação do cotovelo; ao "dobrar" o cotovelo o músculo bicípite encurta-se, diminuindo assim a distância entre a sua mão e o seu ombro. De forma um pouco mais específica a contracção muscular ocorre com a chegada de um impulso eléctrico, proveniente do sistema nervoso central, ao músculo. Este impulso, conduzido por um neurónio, irá desencadear um potencial de acção, (entrada de cálcio e saída de potássio da célula) produzindo assim a contracção muscular.
No entanto, para que o músculo consiga mobilizar um segmento como o antebraço necessita estar muito bem fixo ao osso. É mesmo essa a função do tendão. Este é formado essencialmente por tecido conjuntivo, sem quaisquer propriedades contrateis e a sua aparência assemelha-se a uma fita ou corda, que possibilita aos músculos inserirem-se nos ossos. Desta forma, toda a força muscular produzida resulta em movimento.
Os ligamentos são tecidos que apresentam algumas semelhanças com os tendões, são formados por tecido fibroso que circundam as articulações e estabelecem ligações entre os vários ossos. Ajudam no reforço e estabilização das articulações, permitindo movimentos somente em determinadas direcções. Como descrito, eles ajudam na estabilidade mas os principais responsáveis são os músculos. Daí a importância de ter músculos saudáveis para preservar os ligamentos e as restantes estruturas articulares.






domingo, 21 de agosto de 2011

Artigo de Opinião
Por: Doutor Sidónio Serpa

Desporto e Jovens
No último Congresso Internacional de Psicologia da Criança e do Adolescente, realizado em Lisboa, o programa foi muito rico e dedicado a diversas temáticas relevantes para o desenvolvimento da criança e dos jovens, trndo incluido uma sessão submetida ao tema a psicologia do desporto no cuidar da criança e do adolescente na qual foram conferencistas os psicólogos António Rosado, Paulo Sousa e Túlia Cabrita, o que revela a importância reconhecida ao desporto pela sociedade em geral e pelo mundo académico em particular.
A imagem pública da psicologia do desporto tem estado muito associada à resolução de problemas psicológicos que o atleta possa ter e, por outro lado ao treino dos recursos psicológicos dos praticantes no sentido de optimizar o seu desenvolvimento.
O tema relativo ao desporto, discutido no congresso, pretendeu explorar uma outra óptica que vê na actividade desportiva uma missão de contribuir para um crescimento psicossocial e equilibrado dos jovens, sem necessariamente visar o caminho do rendimento competitivo. É tão-só, o enquadramento social bem gerido pelos professores e treinadores, bem como a vivência dos desafios relativos às tarefas desportivas que se tornam estimulantes da maturidade e equilíbrio psicológico dos jovens com efeito, por exemplo, na auto-estima, na autoconfiança em condições gerais da vida, nas competências sociais necessárias à adaptação ao mundo, etc.
Os técnicos do desporto e da psicologia têm aqui um campo de trabalho de elevada nobreza focado no processo de educação de crianças e jovens. Curiosamente, a sessão dedicada à psicologia seguiu-se a uma outra sobre a saúde dos adolescentes e o contexto familiar, o que estimula a ideia de que o desporto tende a ser o local de verdadeiro suporte e crescimento dos jovens cujas famílias vão abdicando da função de gerar equilíbrio e segurança afectiva dos seus filhos. Numa época em que os adultos, influenciados pela sociedade que fomenta o egoísmo, centrando-se no prazer e sucesso pessoal, perderam a noção de serviços aos outros, incluindo o primado da felicidade dos seus filhos sobre o do bem-estar dos adultos, o desporto pode ocupar um lugar central no desenvolvimento psicológico dos jovens.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011





Aos Jovens Jogadores
(2ª parte do artigo iniciado em 14 de Agosto)
Porque não tentarmos de algum modo, colar cada uma destas raquetas, à complexidade dos nossos jogadores, mas fica aqui uma vez mais o aviso, que tudo pode variar e sempre existem excepções à regra.
O que inicialmente catalogamos como jogadores iniciados ou principiantes, não têm de modo algum ideia de qual será o seu estilo de jogo. Vai ter os primeiros contactos com a modalidade, aprender as regras básicas do Badminton, pegar correctamente na raqueta, fazer os primeiros batimentos com o volante e muitas outras situações, que cada treinador irá impor face à diversidade de aprendizes.
Aqui entra a primeira escolha de uma raqueta e talvez a mais importante, para a carreira de um jogador. É com uma boa base e bons alicerces que o futuro poderá ser risonho para os mais aplicados.
Como não temos a noção do que irá ser os nossos primeiros passos, normalmente as Escolas e alguns Núcleos de Badminton, fornecem para esta primeira fase raquetas metálicas, não que sejam muito apropriadas, mas sobretudo pelo baixo custo.
Com estas, os Professores mais vocacionados para a modalidade ou Treinadores irão ter uma primeira impressão daquilo que poderás vir a ser o teu potencial. Naturalmente que cada um irá pretender ter a sua própria raqueta e é aqui que muitas vezes se começa a complicar, aquilo que eu considero ser o mais fácil de decidir. A raqueta de iniciação.
É simples. Como não existe definição de jogo nem de jogador, a opção certa, será por uma raqueta de Carbono de baixa gama, flexiva ou meia flexiva e equilibrada. Tem baixo custo, poderás tirar muito proveito dela e inclusive, dar indicações do que poderá vir a ser o teu sentido de jogo, é sensível e confortável e caso esta não seja na verdade a tua modalidade, o investimento pode-se considerar pequeno.
Assim, ao escolhermos uma raqueta de badminton, temos de ter em conta o seguinte:
Apenas existem três tipos, com a cabeça pesada, com a cabeça leve e equilibrada. Todas as que daqui advêm, são apenas alterações, de modo a servir uma maior gama de jogadores.
A de cabeça pesada, dar-te-á um batimento desde o cimo da cabeça, em movimento descendente, mais conhecido no meandros do ténis como “swing”(*), mais potência e estabilidade, quando em contacto com o volante.
A de cabeça leve, permitir-te-á movimentar a raquete mais rapidamente, mas ao contrário do atrás referido, terás menos potência e estabilidade em contacto com o volante.
Não será preciso dizer, que com as equilibradas, irás ficar no meio, dos dois passos anteriores, ou seja, um sentimento neutro.
Até há poucos anos atrás, as raquetas vinham unicamente com a cabeça do tipo, chamado “clássico”, ou seja, o formato oval. Nos tempos que correm, muito embora poças optar por este formato, as marcas oferecem-te as raquetas com cabeça “isométrica”. Estas, têm um formato mais quadrado, o que te dará uma área de batimento útil, bastante maior, que as suas antecessoras. Na gíria dos desportos de raqueta, chamamos a esta área útil, “sweet spot”(**). Ao termos uma área mais útil para bateres no volante, tens à partida mais chances de ao fazeres um batimento descentrado, obteres a mesma energia de como se no meio se tratasse. Para os iniciados ou principiantes, é uma mais-valia.
A flexibilidade de uma raqueta, dá-nos a quantidade de elasticidade que esta dispõe, principalmente na haste. Uma raqueta rígida, terá obviamente menos flexibilidade e, como tal, é totalmente desaconselhável a um iniciado ou principiante.
Ao utilizares uma raqueta flexível, esta te dará mais um pouco de potência nos batimentos, já que terás a ajuda do chamado efeito catapulta, mas por outro lado, irás ter menos controlo. Só deves usar uma raqueta rígida, quando a tua técnica estiver apurada e se fisicamente também estiveres desenvolvido. Caso contrário, podes vir a ter lesões graves nas articulações do braço e no ombro, derivadas das vibrações que provêm dos batimentos no volante.
As espessuras da pega ou “grip size”, também nos aparecem no mercado com sistemas diferentes. Normalmente designado nas raquetas pela letra “G” junta a um algarismo e varia de marca para marca. Por exemplo, na Yonex o G2 é o mais espesso e o G5 o mais fino.
Outras marcas, mais vocacionadas para o ténis, mas que comercializam também raquetas de badminton, optam pelo G, mas aqui, o algarismo diz-nos que, quanto menor for mais fino é a espessura. Mesmo no mercado, conseguimos encontrar outra designação, como pequeno, médio ou grande. O teu grip ou pega ideal será aquele com que te sintas mais confortável. Se por algum motivo, vieres a sentir dores nos músculos extensores, poderá ser sinal que a espessura que está a usar, não é a aconselhável para a tua mão, quer seja mais ou menos espesso.
Estas são algumas das bases para te ajudar a escolheres a tua primeira raqueta de badminton.
(*) – Quantidade de movimento oscilatório do braço durante um batimento no volante.
(**) – Local central na cabeça da raqueta onde o volante obtém maior quantidade de energia na altura do contacto com as cordas, quando efectuas um batimento.


domingo, 14 de agosto de 2011









Aos Jovens Jogadores
“Será que investir numa raqueta cara ou numa das que usa o seu ídolo, será a melhor opção para ti?
É claro que não.
Hoje em dia e cada vez mais, as marcas são tão agressivas com a sua imagem, criam demasiadas expectativas, fazendo com que a grande maioria dos jogadores de Badminton e principalmente os mais novos, sejam levados a consumir determinados modelos de raquetas. Naturalmente que o marketing é para isso mesmo, mas na grande maioria das vezes, não condiz com a realidade.
E não condiz porquê? É muito simples, cada jogador é um caso, logo não existem jogadores iguais. E nos mais jovens, a questão é se valerá a pena investir tanto dinheiro numa raqueta.
Os mais novos, quando começam a praticar a modalidade, quer nas aulas lectivas durante a disciplina de Educação Física, no Desporto Escolar ou mesmos nos Clubes, apenas estão a experimentar um novo desporto, que muitas vezes, não passa disso, ou seja, contactar com algo diferente. Por sua vez, mesmos aqueles que já praticam a modalidade, não têm nem de perto, nem de longe, o seu jogo definido.
Por isso, entendendo que gastar avultadas quantias de dinheiro em determinada raqueta que o jogador A, B ou C usam, ou porque a raqueta X é mais bonita que a raqueta Z, em mais de 95% dos casos, é despender muito mais do que seria necessário.
Não vou no entanto falar de marcas, pois se durante muitos anos havia grandes diferenças entre elas, agora com as novas tecnologias ao alcance de todas, as diferenças são substancialmente muito menores, existindo mesmo casos de novas marcas na modalidade, trazerem qualidade superior, face às mais experientes.
Não é por se usar raquetas de top que o nível de determinado jogador é maior ou que a partir da sua aquisição, tudo vai mudar.
Às vezes ouvimos comentar: “ Que raqueta é aquela daquele jogador? Tem um óptimo aspecto e os seus remates são tão potentes, mas quando comprei uma igual e após alguns batimentos com ela, mal consigo levantar o braço, sinto algo de esquisito no meu ombro e até o pulso me dói. Será que é igual ou passa-se alguma coisa com esta raqueta?”
É fácil de explicar fazendo uma comparação. Não se passa nada mais do que, um boxista peso pluma a lutar com umas luvas de um peso pesado. Isto passa-se também no Badminton.
É impossível encontrar uma raqueta apta a todos os tipos de jogadores e de jogo. Como já atrás frisei, cada jogador e um caso único e muito diferente em postura física e estilo de jogo e usar a raqueta que o Campeão do Mundo ou Olímpico usa, é errado. O sucesso deles passa pelos dotes físicos adquiridos no seu árduo trabalho diário, ao apertado programa de treino e não à custa da raqueta.
Continuando e não deixando passar esta ocasião para lembrar, que muito embora não tenha a ver objectivamente com este assunto, estabeleço como prioridade, para quem quer praticar Badminton, que é muito mais proveitoso despender uma verba que se possa considerar elevada, num bom par de sapatilhas, do que numa raqueta. Os seus pés agradecem!
Para classificar os jogadores, não vou além de 3 grupos, muito embora, cada uma deles se possa subdividir. Mas ficará para outra ocasião. Com estes 3, já é um excelente ponto de partida e as explicações sobre cada uma deles, deixa-nos muito para dizer.
A complexidade de determinar estes grupos em mais ou menos, varia também com o nível exigido em cada país, mas penso que para o nosso, os PRINCIPIANTES nos Clubes e Desporto Escolar, os INTERMÉDIOS que engloba os atrás mencionados mas já com a vertente competitiva em evolução contínua e os AVANÇADOS, onde encaixaremos os jogadores ligados aos Clubes, que participam nos Campeonatos Federados e com objectivos já traçados para a competição interna e também para competição além fronteiras.
Quando escolheres uma raqueta, tens de ter a certeza de qual é a tua condição física e só tu saberás na altura, o que procuras numa raqueta. Será uma raqueta ofensiva/ ataque, ou será uma raqueta defensiva/ controlo ou mais sensível e confortável?
1ª Parte / Continua